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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Os nove círculos do inferno (na T.I.)


Passe tempo suficiente na indústria de tecnologia, e você eventualmente se encontrará no inferno da TI - um local não muito diferente do submundo descrito por Dante em sua "Divina Comédia". Nos centros de dados, salas de conferências e cubículos, a versão deste inferno na área de TI não é alegoria. É um teste muito real de sanidade e alma.
Quantos de nós têm sido abandonados no limbo por nossos fornecedores de TI, só para venderem facilidades. Quantas vezes fomos acusados de heresia por argumentar a favor ou contra o uso de código aberto? Certamente muitos de nós foram vítimas de fraude e traição por parte dos fornecedores.

Felizmente, como no universo poético de Dante, há maneiras de escapar dos nove círculos do inferno de TI. Mas tenha cuidado: de uma outra para outra você pode ter que enfrentar seus próprios demônios para fazê-lo.


1° Círculo do Inferno de TI: Limbo
Descrição: Um pântano lamentável onde nada é feito e a mudança é impossível
Pessoas que você encontra lá: Usuários presos por fornecedores, departamentos algemados por bloqueios de software, organizações refém de desenvolvedores.
Há muitas maneiras de cair no Limbo.  Quando os problemas surgem e os vendedores começam a apontar o dedo uns para os outros, quando você está preso a um software de baixa qualidade, sem alívio à vista, quando seus programadores o deixam preso, sem nada poder fazer a não ser começar de novo a partir do zero.
Você sabe que está no Limbo quando "os caras software começam a dizer que o problema está no hardware enquanto os caras hardware dizem que o problema está no software", diz Dermot Williams, diretor da Threatscape, uma empresa de segurança de TI com sede em Dublin, na Irlanda . "Passe a eternidade neste círculo e você vai descobrir que, sim, é possível que ninguém seja culpado e todos se sintam culpados, ao mesmo tempo", completa o executivo.
Algo semelhante acontece quando os vendedores de aplicativos culpam o OS, e fornecedores de sistemas operacionais culpam dos desenvolvedores de aplicações, aponta Bill Roth, vice-presidente executivo da empresa de gerenciamento de dados LogLogic. "A Oracle diz que é culpa da Red Hat, enquanto a Red Hat culpa a Oracle", diz ele. "O suporte de TI é ruim de ambos os lados."
Como escapar: "Quando você está cavando um buraco no inferno, a primeira coisa a fazer é parar de cavar e escalar o seu caminho para fora", diz Roth. Isso significa ter certeza que você tem o conhecimento técnico em casa para resolver seus próprios problemas, pode adotar código aberto para evitar os bloqueios de software, e ter tempo para refatorar seu código para que você possa ser mais eficiente da próxima vez.


2° Círculo do Inferno de TI: Luxúria Techie
Descrição: Uma caverna profunda repleta de montanhas de aparelhos descartados, com criaturas lutando para alcançar o topo
Pessoas que você encontra lá: Quase todo mundo, em algum momento.
O círculo da luxúria techie permeia praticamente todas as áreas de uma organização.
Inclui desenvolvedores que abandonam a manutenção das ferramentas em uso para abraçar tecnologias mais recentes, sem parar para entender primeiro essas novas estruturas e metodologias. Gestores que querem aparelhos novos (como o iPhone) e inventam uma razão pela qual eles devem tê-los, independente do impacto sobre as políticas de TI. Executivos que se fixam em conceitos que mal entendem (como a nuvem) e acionam todos os recursos de uma organização por trás do medo de perder concorrência.
"Na realidade, todos nós visitamos o círculo da luxúria, cedo ou tarde", diz Lowe. "O problema com a luxúria techie é o acúmulo de coisas. Você pode ficar atolado para sempre no "nós não podemos terminar este projeto, porque uma nova ferramenta acabou de sair e estamos começando tudo de novo".
Como escapar: é difícil se libertar do círculo da luxúria techie, admite Lowe. "Nós todos amamos coisas novas", diz ele. "Mas você tem que saber o que é bom o suficiente para começar a trabalhar com, e aprender a ser feliz com o que você tem."


3° Círculo do Inferno de TI: Gula dos Stakeholders
Descrição: Um pântano fétido cheio de usuários de negócios insaciáveis que exigem mais e mais recursos, não importa o custo
Pessoas que você encontra lá: Demônios de vendas e marketing, finanças e administração. Este círculo é dolorosamente familiar para qualquer um que já tentou desenvolver um aplicativo de negócios, diz Dermot Threatscape, da Williams.
"Até o fim do projeto, as especificações, orçamentos e cronogramas reais não têm qualquer semelhança com as que você começou estimou, graças aos usuários que continuam acrescentando mais recursos", diz Williams . "Um desenvolvedor que tenha a infelicidade de cair nesse círculo nunca vai realmente alcançar o nirvana de oferecer "todo os recursos ", porque a especificação, em si, nunca estará totalmente finalizado."
Como escapar: há apenas um caminho para fora, e isso implica enfrentar algumas duras realidades, diz Williams. "Para escapar deste círculo é melhor empunhar o espelho mágico da verdade dolorosa", diz ele. "Esta arma poderosa faz os demônios olharem em seus próprios corações escuros e perceberem que, em última análise, são eles que mais têm a perder com a inclusão desenfreada de recursos."


4º Círculo do Inferno de TI: a ganância corporativa
Descrição:Uma fornalha acre onde criaturas se afogam em um rio de ouro derretido
Pessoas que você encontra lá: Os executivos e acionistas. Também: Donald Trump
Este círculo é preenchido com aqueles que colocam o ganho financeiro pessoal à frente das necessidades dos clientes, diz Anthony R. Howard, consultor de tecnologia.
"Quando os arquitetos de TI estão trabalhando em projetos capazes de trazer dezenas de milhões de dólares, o pessoal da torre de marfim quer que a receita entre o mais rápido possível para que possam apresentá-la à turma de Wall Street - e recolher seus bônus", diz ele. "Ao mesmo tempo, os clientes querem tudo, incluindo os produtos que não existem ainda."
Como escapar: A habilidade política, a dedicação ao cliente, o suporte e a gestão são as únicas maneiras de sair desse círculo, diz Howard. "Você tem que descobrir como entregar os resultados que eles querem de alguma outra forma."


5º Círculo do Inferno de TI: Raiva do desenvolvedor
Descrição: Um poço de enxofre, fumaça e fogo onde geeks crescem
Pessoas que você encontra lá: programadores, desenvolvedores, executivos C-level
No mundo do desenvolvimento de software, os prazos são constantes, a pressão é intensa, e refletem nos temperamentos. Os habitantes deste círculo tendem a gritar primeiro e perguntar depois.
Larry Roshfeld, vice-presidente executivo de Sonatype, provedora de soluções de governança open source, diz que sua equipe trabalhou recentemente com uma grande instituição financeira para o desenvolvimento de software personalizado para a divisão comercial do banco. Mas quando a equipe jurídica do banco examinou o código, encontrou centenas de conflitos de direitos autorais que levariam semanas para resolver.
"A equipe da área comercial começou a gritar que precisava da aplicação o mais rápido possível", diz ele. "Outra equipe ficou sabendo disso e também começou a reivindicar a atenção do pessoal de desenvolvimento, preocupada com o fato da demora no desenvolvimento do aplicativo da equipe de vendas prejudicar o desenvolvimento que precisava." A equipe legal, por sua vez, garantia que o uso do aplicativo não seria liberado até que as questões com licenças e direitos autorais fossem resolvidos. "Ouvi palavrões que eu nunca tinha ouvido antes. As pessoas estavam literalmente espumando pela boca enquanto gritavam umas com as outras, em uma verdadeira guerra."
Como escapar: Você pode evitar a maioria dos conflitos mantendo todos informados de cada passo do caminho, diz Roshfeld. "Em nosso exemplo, se a equipe de desenvolvimento tivesse as informações de licenciamento nos estágios iniciais do desenvolvimento, poderia ter tomado decisões mais acertadas, capazes de evitar a crise", diz ele. "Tomar conhecimento de falhas críticas no final do processo de desenvolvimento inevitavelmente conduz ao caminho do quinto círculo."


6º Círculo do Inferno de TI: Heresia Tech-cult
Descrição: Um labirinto insondável, onde todos os caminhos levam ao mesmo destino, iluminado pelos fogos de descrentes queimando na fogueira
Pessoas que você encontra lá:Fanboys da Apple, Google e Microsoft, wikipedistas, defensores do uso doe código aberto, e qualquer outro membro de um culto da área de TI
Onde verdadeiros nerds crentes se reúnem, o resto do mundo é lançado na cova de heresia.
Sistemas aberto versus software proprietário, Apple versus Microsoft - não importa que lado você defenda, haverá sempre uma heresia, do outro lado, diz David O'Berry, engenheiro de sistemas estratégicos da McAfee.
Como escapar: Depende do grau de fanatismo e da crença no poder da "evangelização", diz O'Berry. Você pode evitá-los, mantendo a mente e os olhos bem abertos. "No momento em que você começa a tratar algo como um fanático, você reforça a noção de que o assunto é uma religião", diz ele. "Não é religião, é negócio. O mundo sobrevive com compromisso. Ir longe demais em um sentido ou no outro não fará você resolver os problemas."


7º Círculo do Inferno de TI: a violência do fornecedor
Descrição: Um local sombrio cheio de ogres com cortes de cabelo caríssimos, empunhando carteiras Louis Vuitton
Pessoas que você encontra lá: Advogados
No mundo da TI, a violência contra indivíduos é lamentável, mas felizmente rara. Já a violência entre as empresas é comum - e os danos colaterais muitas vezes muito mais extensos.
"Quando as empresas não podem competir de forma justa, elas ficam predatórias", observa O'Berry. "Acontece quando todos os processos de patentes começam a aparecer.
Como escapar: Saindo do círculo de empresa contra empresa, a violência só pode ser possível através de ação coletiva, diz O'Berry. "Quando você aperta o único ecossistema para a sua vantagem, e não se preocupa com as empresas que você matou ao longo do caminho, eventualmente, as pessoas vão dizer basta", diz O'Berry. "Precisamos equilibrar a nossa natureza capitalista com alguma forma de responsabilidade social."


8º Círculo do Inferno de TI: Práticas fraudulentas e hackers malévolos
Descrição: Um local escorregadio onde demônios espreitam nas sombras e nada é como parece
Pessoas que você encontra lá: Scammers, spammers, hackers black hat e administradores de sistemas desonestos
O oitavo círculo do Inferno de TI é povoado por almas perdidas que abusam de seus privilégios de acesso para roubar dinheiro, dados e propriedade intelectual, ou simplesmente promover danos em resposta a alguma percepção errada.
Como escapar: Você pode evitar cair no círculo de fraude melhorando o monitoramento dos privilégios de acesso. "As pessoas com mais poder - administradores de rede e de sistemas - muitas vezes não são controlados de forma alguma", diz ele. "Você precisa ser capaz de ver o que estão fazendo e controlá-los em um nível granular. Quando as pessoas sabem que estão sendo monitoradas, tendem a manter seus narizes limpos ".


9º Círculo do Inferno de TI: Traição techie
Descrição: Um deserto gelado, cheio de almas perdidas desesperadamente agarrando as facas nas costas
Pessoas que você encontra lá: funcionários descontentes, os rivais de trabalho, qualquer geek rancoroso
Inveja, calúnia, subterfúgios e sabotagem - todos eles são apenas infelizes partes da vida de TI, diz Anthony R. Howard.
Como escapar: A possibilidade de traição aconselha ter um bom gestor do seu lado, diz Howard.




Fonte:Dan Tynan, CIO/EUA

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Etiqueta do E-mail: 8 dicas para evitar bobagens na comunicação.


Antes de sair escrevendo outro e-mail desleixado, lembre-se: seu e-mail falará muito sobre suas habilidades de comunicação e sobre você como pessoa. Veja as 8 dicas abaixo para melhorar suas mensagens.

CIO — Você acha que os escritores de e-mail se tornaram mais efetivos e educados durante a última década? Maureen Bertolo discorda. Não só o temido “responder a todos” e os idiotas e-mails de GRITO persistem, mas também o Twitter e o texting estão tornando os modos dos e-mails piores, diz Bertolo, que começou sua carreira como programadora de computadores e que está ensinando as boas maneiras dos e-mails por 10 anos.


Infelizmente, diz ela, as pessoas expressam as mesmas perguntas e reclamações nos seminários que ela dá hoje, em nome de seu empregador, CAI Inc., que tinham a 10 anos atrás. A maior parte das reclamações são de que “os e-mails são muito longos!” e “por que eu recebo tantos?”.

O problema persistente com e-mails, de acordo com Bertolo é que as pessoas dependem demais dos e-mails e o usam para completar tarefas sobre as quais eles são completamente ineficientes, tal como explicar procedimentos complexos, resolver problemas complicados e queixas gerais. E-mail se tornou um elemento facilmente integrado a maneira como as pessoas trabalham e se comunicam que elas o usam de maneira negligenciada e relutam a pensar em formas mais eficazes de comunicação, além de usarem as mensagens como uma forma de auto-proteção.

Agora, ela diz, o texting e o Twitter estão amordaçando ainda mais o e-mail. “O texting está começando a sobrepor o e-mail porque ele é mais fácil. Você não precisa se preocupar com grafia correta das palavras, gramática, saudações. Porque o texting é mais rápido, as pessoas acham que ele não precisa ser profissional”.

Na era do texting e tweeting, algumas pessoas poderão argumentar que as regras para e-mails de Betolo estão fora de sintonia com a maneira como elas se comunicam e com as necessidades dos negócios globais. Mas os padrões de Bertolo têm as melhores intenções junto ao remetente (e destinatários). Ela simplesmente deseja que as pessoas se comuniquem umas com as outras da maneira mais efetiva possível e, às vezes, de uma forma diferente do e-mail.

Bertolo também ressalta que o uso do e-mail por um indivíduo fala muito sobre suas habilidades comunicativas e sobre como ele se apresenta para o mundo. Sabendo como e quando utilizar o e-mail de forma mais eficaz poderá diferenciar as pessoas como líderes, ela diz, uma mensagem de alguém em busca de emprego para seu potencial empregador será sempre sua primeira impressão.

Resumindo, se você se preocupa com sua imagem e com sua marca pessoal, deveria se preocupar também com os e-mails que envia.

Aqui vão as 8 dicas de Bertolo sobre etiqueta do e-mail.

1. Pense antes de escrever. Antes de começar a compor um e-mail, considere o que você deseja atingir e se o e-mail é a ferramenta mais eficaz para essa tarefa. Por exemplo, se você estiver tentando resolver o problema de alguém, telefone para ele ao invés de enviar um e-mail. Se você precisa explicar um procedimento para alguém, mostrá-los é quase sempre mais eficaz do que “contá-los” por e-mail, sendo que você sempre poderá usar um serviço de comunicações como o WebEx. Se você precisa postar um assunto urgente a um colega no escritório, fale com ele pessoalmente.

2. Simplifique. O e-mail funciona melhor para solicitações simples e para mensagens que podem ser expressas em 2 sentenças, tais como, “Podemos nos reunir às 4?” ou “Você já tem as informações prontas?”. Se sua mensagem precisará de mais que 2 sentenças, ele não será a melhor pedida. Quando os e-mails começam a se estender por longas sentenças, os destinatários geralmente se esquecem do que leram no começo da mensagem.

3. Encurte. As pessoas gostam do e-mail por ele ser fácil e rápido. Mas quanto maior e mais complicada for sua mensagem, mais tempo levará para você compô-la e para o destinatário absorvê-la. "Se um e-mail precisar de mais que 12 linhas e 2 tópicos, você estará desperdiçando o tempo de todos e diluindo sua mensagem”.

4. Faça a linha do assunto funcionar. As pessoas utilizam as linhas de assunto em suas caixas de entrada de e-mails para alertá-las sobre o que elas têm a fazer, ou seja, como uma barra de tarefas. Para ajudar seu destinatário a entender e priorizar suas necessidades, o assunto das mensagens deve ser claro. “Diga ao seu destinatário o que você precisa na linha do assunto, então, ao invés de marcar as mensagens com prioridades alta, média ou baixa, coloque no assunto a data quando você precisará de respostas”.

5. Estruture seu e-mail. "Uma mensagem decente precisa de uma abertura, corpo e encerramento”. A proposta do e-mail deveria ser clara no corpo da mensagem, juntamente com todos os detalhes e ações que precisam ser tomadas, diz Bertolo. As sentenças deveriam ter 15 palavras ou menos. Três ou mais pontos deveriam ser marcados. Os parágrafos de abertura e encerramento não deveriam ultrapassar sete linhas combinadas, e o corpo não deveria ultrapassar cinco linhas.

6. Apropriesse de sua mensagem. Bertolo recomenda perguntar ao destinatário de sua mensagem se “Há algo que eu possa fazer para ajudar? As informações que passei são suficientes?”.

7. Evite frases ou palavras que faças as pessoas ficarem na defensiva. A forma como você se comunica por e-mail mostra como você se comporta profissionalmente. Evite palavras de baixo calão ou sarcasmos, que não facilmente detectáveis nos e-mails. Mesmo que alguém envie uma mensagem bomba para você, diz Bertolo, você ainda terá a opção de responder profissionalmente.

Ela também sugere que sejam evitadas perguntas que deixem as pessoas na defensiva, tais como, “Por que seu projeto está atrasado?”. É melhor tratar de questões espinhosas pelo telefone ou pessoalmente. Pela mesma razão, ela recomenda evitar expressões provocativas, tais como, “por que você fez...”, “você deve...”, “tenho certeza de que você concordará...”, e “não entendo seu...”, as quais sempre indicam uma quebra na cadeia de comunicação, a qual certamente um e-mail não remediará, pelo menos não na velocidade que precisaria.

8. Use as opções de “Cópia oculta” e “Responder a todos” seletivamente. A única razão para se usar “cópia oculta” é para manter o endereço de e-mail do seu destinatário preservado, diz Bertolo. Por exemplo, se você quer enviar um e-mail formal para todos os seus contatos alertando sobre uma oportunidade de emprego, coloque todos os endereços de e-mail de seus contatos em “cópia oculta”, assim você não exporá os endereços de e-mails entre eles. Não use “cópia oculta” para compartilhar informações sigilosas ou incriminatórias com alguém, diz Bertolo.

A opção de “responder a todos” simplesmente deveria ser ignorada. Se, por exemplo, seu chefe envia uma solicitação de reunião ou um link para um artigo para todos em sua equipe e você precisa responder, faça-o apenas para o seu chefe. “Respondendo a todos cria ineficiência para outras pessoas”.



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texto de: Meridith Levinson on Wed, May 19, 2010 - @meridith

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

06 Erros em sua Marca Pessoal que poderão ameaçar sua busca por empregos.



Na pressa para diferenciarem-se no pior cenário para busca de empregos da última década, os candidatos têm cometido erros de divulgação de suas marcas pessoais que poderão minar suas buscas por trabalho. Aqui vão seis dicas sobre coisas que você nunca deverá fazer.

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Por Meridith Levinson

Interpretação e postagem: Fábio Soares.


As tecnologias de networking e midia social que invadiram o ano de 2009 com certeza tornaram a promoção das marcas pessoais mais fáceis. Fácil demais, talvez, uma vez que muitos candidatos cometeram erros ou descuidos na pressa de divulgarem suas marcas em busca de um novo trabalho.

Especialistas em marcas pessoais dizem que alguns desses erros podem minar suas buscas por trabalho e planos de gerenciamento de carreira. Por exemplo, muita autopromoção pode alienar a audiência que está tentando buscar, diz Catherine Kaputa, uma executiva da área de propagandas que se tornou uma especialista em estratégia de marcas.

Kaputa e mais dois promissores profissionais de estratégias de marcas listam os seis erros mais comuns e danosos que as pessoas cometem, de modo que assim que você recarregar sua busca por emprego nesse ano novo, poderá ter certeza de que sua marca pessoal lhe colocará na frente dos demais candidatos.

1. Colocando o carro na frente dos bois. O maior e mais comum erro cometido pelas pessoas é usar ferramentas para promoção de suas marcas, tais como blogs, LinkedIn e Twitter, sem antes tirar um tempo para definir um marca forte e autêntica para elas.

“Um dos mitos que mais prevalecem sobre marcas pessoais é que elas têm a ver com a criação de um “monte” de visibilidade,” diz a estrategista de marcas pessoais e co-autora do livro “Career Distinction”, kirsten Dixson.

Consequentemente, as pessoas colocam “muitas pegadas digitais”, ela diz, antes de considerar quem são, sobre o que desejam ser conhecidos a longo prazo, e como podem se diferenciar de pessoas que tenham metas e carreiras similares.

Kaputa adverte seus clientes a pensar estrategicamente quando estiverem definindo suas marcas pessoais. Ela recomenda que eles sigam muitas dos exercícios feitos por marqueteiros quando lançam um novo produto. Isso inclui táticas como: Análise SWOT (método de estratégia de planejamento usado para avaliar os pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças que envolvem um projeto ou negócio), colocando metas para si mesmos, considerando suas identidades visuais e verbais para sua marca, e estabelecendo um plano de marketing para si.

Dixson diz que aprimorar em sua marca pessoal é difícil e leva tempo, mas vale a pena o esforço, uma vez que orienta todo o seu esforço pessoal futuro para modelagem da marca. Além do mais, muitos dos erros cometidos por outras pessoas vêm do fato de não terem uma marca claramente articulada. Portanto, o tempo para definir sua marca, define-te para o sucesso e funciona como uma medida preventiva.

2. Ter uma marca fora de foco. Muitos candidatos a empregos pretendem ter uma marca pessoal. Mas ao invés de identificar e demonstrar seus valores únicos através de seus meios de comunicação, eles continuam a se promover como, digamos, um “especialista em projetos de TI e um especialista em melhorias de processos de negócio e um especialista em virtualização”.

“As pessoas têm identidades “genéricas”, e isso é um problema”, diz Kaputa, autora de “You are a Brand!”, sendo generalistas, e isso os leva a lugar nenhum”.

3. Adotar uma marca copiada ou genérica. A proposta de uma marca pessoal, e na realidade qualquer tipo de marca, é a diferenciação. Esclarecendo: o trabalho de um candidato quando cria sua marca pessoal, é diferenciá-lo e distingui-lo dos demais candidatos que tenham características e conhecimentos similares. Então, não entre na armadilha de caracterizá-lo como “gerente direcionado a resultados” ou “CIO revolucionário”, você apenas se parecerá com todos os outros que se descrevem da mesma maneira.

"Você quer possuir uma idéia, quer se posicionar para algo com vantagem competitiva e forte”, diz Kaputa.

4. Comportamento inconsistente. Quando você se compromete com sua marca pessoal, você se compromete a ter uma identidade, uma voz que é consistente em todas as midias, todos os canais, por exemplo telefone, correio de voz, mensagens instantâneas, etc, e entre os mundos físicos e online.

Se você se apresenta como um modelo de profissionalismo em seu perfil do LinkedIn, diz Dixon, mas deixa comentários espirituosos em blogs ou seus e-mails se saem menos profissionais do que deveriam, sua audiência alvo questionará sua autenticidade.

5. Não se comprometer com a midia ou o networking social. Blogs e sites de networking são veículos funcionais para as marcas pessoais, mas apenas se você os usar regularmente. Caso contrário, você parecerá desleixado e sem comprometimento.

"Se você crier um perfil no Twitter, mas nunca escreve ou se comunica através dele, ele irá prejudicá-lo mais do que ajudá-lo”, diz Dan Schawbel, especialista em marcas pessoais e autor de “Eu 2.0”.

Similarmente, Schawbel acrescenta que se você tem um perfil no LinkedIn, se certifique que ele está 100% completo. E se você está tirando um pouco de seu tempo para escrever em um blog, você também deverá ter um tempo extra para promovê-lo, assim as pessoas terão condições de encontra-lo em um mar de mais de 133 milhões de blogs.

“Você deve estar tão conectado e comprometido com seu perfil digital quanto é com seu marido ou esposa”, diz Schawbel. E ele quer dizer “genuinamente comprometido”.

6. Super autopromoção. Algumas pessoas para o mar com autopromoção quando embarcam em uma campanha de marca pessoal. Muita autopromoção pode trazer mais prejuízos do que bons resultados. É por isso que Kaputa alerta seus clientes para pensarem a respeito da freqüência de seus esforços para autopromoção.

Muita autopromoção pode se mostrar como a forma que as pessoas se representam na seção de comentários em blogs, acrescenta Schawbel. A maioria das pessoas deixa seu nome, URL e seu comentário, como é costumeiro. Mas algumas pessoas que estão se esforçando demais para se promoverem também deixam seu cargo, nome da empresa e sua frase de marca pessoal, ele diz.

“Nesses casos, essas pessoas parecem chatas por estarem exagerando na autopromoção”, diz Schawbel. “O que importa realmente é escrever um ótimo comentário que inspire ou estabeleça uma opinião concreta. Quando você faz isso, as pessoas clicarão no seu link URL naturalmente”.

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Siga Meridith Levinson no Twitter em @meridith.

Fonte:
http://www.cio.com/article/515613/6_Personal_Branding_Mistakes_That_Can_Threaten_Your_Job_Search?source=CIONLE_nlt_insider_2010-01-15

sábado, 2 de janeiro de 2010

Um novo ano... cheio de novos projetos!


À luz da ciência, a virada de ano não passa de um limite cronológico, o período de 365 dias e 6 horas da translação, quando a Terra completa uma volta ao redor do Sol.
E a tradição nos permite dar a essa passagem o clima feérico que nos leva a pular ondas, fazer brindes, vestir o branco, comer lentilha, romã e distribuir louros.
Debaixo das superstições, contagiados pela oportunidade que o novo começo nos dá de recomeçar, talvez seja a hora de mudar. E a mudança brota da consciência para se concretizar na química que nasce da união de coração e mente.
Quem sabe seja a hora de parar de fumar, de recuperar a boa forma, de buscar o novo trabalho, de comprar um carro, encontrar a cara-metade, morar na casa própria...
Mas, melhor seria que, ao mesmo tempo, tivéssemos olhos para as conquistas abstratas, para a renovação dos valores e das prioridades.
Já passou do tempo do ser humano entender que a felicidade não é um bem material, mas um estilo de vida que se adota e se preserva em cada atitude, em cada pensamento, em cada palavra. Demoramos a notar que as mansões de nada valem quando seus ocupantes são incapazes de transformá-las em lares. Desperdiçamos tempo sem perceber que anéis não reluzem sem dedos que os ostentem, carrões não se justificam quando rodam com passageiros e rumo a destinos incertos.
O mundo ainda gira em torno do homem e o homem se perde na vertigem de rodar numa busca desesperada do que só se encontra dentro de si próprio.
Que o ano novo exerça a magia e o poder de nos induzir à reflexão para que, nas entranhas do pensamento e do sentimento, cada um de nós se conscientize de que o erro que nos beneficia hoje pode ser a cobrança do amanhã em forma de tragédia. Que as pessoas sejam capazes de fazer o bem sem olhar a quem, para receber o bem sem saber de quem. Que o respeito seja a moeda essencial nas relações humanas. Que a ética e a moral sejam práticas rotineiras em nome do bem coletivo. Que o mundo resgate o dom de se reinventar em suas verdadeiras evoluções, sem maquiar as mazelas que nos fazem reféns de sonhos vazios.

Enfim, que 2010 seja um FELIZ ANO NOVO para todos nós!!!!